
A Revista Quem publicou uma reportagem sobre as indicações e os riscos do Mounjaro, medicamento para emagrecer que se popularizou entre os famosos, e participei explicando os efeitos na pele e nos cabelos.
Não há dúvida de que a perda de peso rápida e acentuada piora a flacidez do rosto e do corpo. A gordura fica na hipoderme, a camada mais profunda da pele, e ajuda a sustentá-la. Além disso, o tecido gorduroso tem células capazes de estimular a formação de novas células da pele e, quando ele diminui, a renovação pode ficar prejudicada.
A alimentação faz diferença. Muitos pacientes diminuem a proteína enquanto usam o medicamento, e ela é essencial para formar músculo, colágeno, fibrina, cabelos e unhas saudáveis. A perda de músculo também aumenta a flacidez. Para o rosto, o ideal é começar o estímulo de colágeno logo no início do tratamento, como expliquei também ao O Globo.
Com acompanhamento médico e nutricional, as deficiências de vitaminas tendem a ser pequenas, mas a redução do apetite diminui o consumo de todos os nutrientes. Para os cabelos, as principais faltas são de proteína e vitamina B12. E, mesmo com boa alimentação, o emagrecimento faz o corpo entender que precisa poupar energia e leva muitos fios para a fase de queda, por isso algum grau de queda capilar é esperado. Escrevi mais sobre isso no artigo Análogos de GLP-1 podem causar queda de cabelo?
Tratamento relacionado Firmeza e rejuvenescimento Ultraformer MPT, Volnewmer e bioestimuladores para a flacidez após o emagrecimento. ← Todas as reportagens