O caderno Ela, do O Globo, publicou uma reportagem sobre as mudanças no rosto de quem emagrece com as canetas, tema que ganhou as redes com nomes como metabolic beauty e Ozempic face. Participei explicando o que acontece com a pele e quando começar os cuidados.
Depois de uma perda intensa de peso, dois movimentos acontecem ao mesmo tempo. Diminui a gordura que ajuda a sustentar os tecidos, e aparece a flacidez que já existia, mas não era percebida porque a pele estava esticada. A velocidade e a intensidade do emagrecimento, a idade e o estilo de vida explicam por que cada pessoa reage de um jeito, e o tabagismo e o sol sem proteção estão associados a mais flacidez.
No consultório, as queixas no rosto são as mais frequentes: olheiras, sulcos e a sensação de rosto derretido. Depois vêm a flacidez das coxas e do abdômen e, por fim, a perda de volume do bumbum.
Minha recomendação é não esperar o fim do emagrecimento. O melhor momento para cuidar da pele é logo no início, antes que as fibras de colágeno fiquem desorganizadas. Laser, radiofrequência e ultrassom microfocado estimulam e reparam o colágeno e, quando a perda de gordura no rosto é maior, podem ser associados a bioestimuladores. O preenchimento com ácido hialurônico costuma ficar para depois, como refinamento, sempre de acordo com as características de cada paciente.
Deixar tudo para o final torna a melhora mais lenta, porque a produção de colágeno novo tem um tempo próprio, de cerca de 60 a 90 dias, mesmo com as tecnologias atuais.