A CNN Brasil publicou uma reportagem sobre a alopecia androgenética, a partir do relato da apresentadora Xuxa Meneghel, e participei explicando como a condição se comporta e como tratá-la.
A predisposição genética pode vir tanto da família da mãe quanto da do pai, e alguns hábitos agravam o quadro, como o tabagismo e a exposição solar excessiva.
O tratamento em casa, com medicamentos orais ou tópicos, é para a vida toda: se for interrompido, o resultado se perde em poucos meses. Os procedimentos de consultório, como laser, terapia regenerativa e aplicação de medicamentos no couro cabeludo por eletroporação, sem agulhas, aceleram bastante a recuperação dos fios. Poucos lasers realmente funcionam, mas os bons geram grande resultado, e a aplicação direta dos medicamentos melhora a eficácia e reduz os efeitos colaterais. Muitas vezes o paciente chega achando que já precisa de implante capilar, e conseguimos reverter o quadro.
Também alertei sobre a finasterida e a dutasterida, que devem ser evitadas por quem tem histórico de câncer de mama. Elas podem diminuir o volume do esperma, sem causar infertilidade, mas podem dificultar a gestação em homens que já têm alteração no espermograma, e há uma pequena chance de redução da libido e da ereção. Por isso a escolha do tratamento precisa de acompanhamento médico.